Cantor de banda mega famosa poucos dias antes de morrer em decorrência da AIDS começou a se recusar: “Não comia, bebia ou falava”

27/12/2022 às 0h58

Por: Bruna Alves
Imagem PreCarregada
Cantor Renato Russo (Foto: Reprodução)

Poucos dias antes de sua morte, o cantor descreveu como se sentia ao tomar o coquetel para o vírus do HIV e revelou que a morte estava perto

O cantor Renato Russo, em suas últimas semanas de vida, chegou a dizer a amigos que se imaginava chegando aos 50 anos e escrevendo o livro dele. Porém, pouco depois o cantor anunciou que iria descansar após terminar de gravar o album ‘A Tempestade’.

Três meses antes de morrer, ele tinha se isolado do mundo e se trancado no apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro. Foi então que ele passou a se recusar a comer, andar e até a falar.

Dois meses antes o, o ‘Trovador Solitário’ teria dito: “A morte está perto e quero aproveitar ao máximo este momento para aprender com a própria vida e com a morte”. Um mês antes, ele descreveu como se sentia ao tomar o coquetel anti-HIV: “É como se tivesse comendo um cachorro vivo. E o cachorro me come por dentro”.

Três dias antes da morte, surgiu um boato: Renato Russo teria tirado a própria vida. A hipótese assustou Dado Villa-Lobos, guitarrista na Legião Urbana, que correu até o apartamento do cantor para ver se estava tudo bem – dentro do possível.

Sem comer, Renato Russo mal conseguia andar e apenas chorou abraçado a Dado, segundo Fernanda Villa-Lobos contou em entrevista, no dia seguinte à morte do cantor. “Os dois choraram muito tempo abraçados. Dado ficou arrasado. Ele não sabia como ajudar o amigo”, explicou ela.

LEIA TAMBÉM:

Dez dias depois da morte de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá anunciaram o fim da Legião Urbana. Nove meses depois, o oitavo e último álbum da banda – e o primeiro póstumo com o cantor – acabou lançado. ‘Uma Outra Estação’ contava com faixas gravadas durante as sessões para ‘A Tempestade’, que deveriam fazer parte do álbum, mas acabaram ficando de fora devido a decisões comerciais.

Disputa jurídica marcou o fim da banda

A Legião Urbana entrou para a história do rock brasileiro como uma das grandes bandas. E se mantém viva também para além da cena musical: no campo judicial. Contudo, a disputa jurídica pela marca Legião Urbana se deu entre a empresa Legião Urbana Produções Artísticas. De propriedade do filho único de Renato, Giuliano Manfredini, e os dois integrantes, Dado e Bonfá.

Assim, eles saíram em turnê em 2015 com o projeto Legião Urbana XXX Anos e, depois, passaram a fazer shows com o repertório dos discos ‘Dois’ e ‘Que País É Este?’. Após idas e vindas, a Justiça decidiu, em novembro de 2018, que os dois poderão usar o nome em turnês, mas deverão pagar à produtora um terço do que faturarem.

Dessa forma, ainda cabia recurso e a decisão sobre a marca Legião Urbana estaria pendente para ser analisada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Entretanto, enquanto isso, o legado musical de Renato Russo mantém a Legião Urbana lembrada. Assim, as canções são ouvidas entre os brasileiros, em janeiro de 2019, apontavam 2,6 milhões de ouvintes mensais.

Cantor Renato Russo (Foto: Reprodução)

Cantor Renato Russo (Foto: Reprodução)

Autor(a):

Eu sou Bruna Alves, redatora de notícias da televisão e celebridades desde 2016, com passagens em alguns sites da área ao logo desse tempo. No FATOS DA TV, trago notícias com credibilidade e responsabilidade aos leitores, relembrando acontecimentos passados da TV e dos famosos, mas também deixando os leitores atualizados com assuntos da atualidade.

Utilizamos cookies como explicado em nossa Política de Privacidade, ao continuar em nosso site você aceita tais condições.