Após assassinato de sua filha, Gloria Perez fez ato inesperado


Escritora Gloria Perez e sua filha Daniella Perez (Foto: Reprodução/ Montagem/ Fatos da TV)
Escritora Gloria Perez e sua filha Daniella Perez (Foto: Reprodução/ Montagem/ Fatos da TV)

Filha de Gloria Perez foi assassinada no auge de sua carreira, após sua morte, sua mãe fez loucura pra conseguir seguir em frente

Em primeiro lugar, Daniella Perez era a filha primogênita de Gloria Perez, hoje uma autora consagrada de novelas na TV Globo. Nasceu no Rio de Janeiro, em agosto de 1970 e desde cedo mostrou talento para o balé. Tanto é que chegou a dançar profissionalmente na companhia da coreógrafa Carlota Portella.

Além disso, seu talento para a dança a levou à sua primeira participação especial na TV, bailando na abertura da novela “Kananga do Japão”, da extinta Manchete, que foi ao ar no final dos anos 1980. Logo após, nos bastidores desse folhetim, ela conheceu Raul Gazolla, com quem se casaria em 1990.

Escritora Gloria Perez e sua filha Daniella Perez (Foto: Reprodução)

Contudo, na noite de 28 de dezembro de 1992, o corpo da filha de Gloria Perez foi encontrado num matagal, atingido por cerca de 18 estocadas que feriram seus pulmões e o coração.

A polícia chegou até Guilherme de Pádua por causa de uma testemunha que teria visto o seu carro, com a chapa adulterada, na cena do crime, pouco antes de o corpo da filha de Gloria Perez ter sido deixado ali. A Justiça concluiu que o ator e sua mulher armaram uma emboscada contra a vítima. Ambos foram condenados por homicídio qualificado a uma pena de pouco menos de 20 anos de prisão.

O LUTO

Em depoimento ao livro A Seguir, Cenas do Próximo Capítulo, Gloria Perez disse que continuou trabalhando para não enlouquecer.

Filha da escritora Gloria Perez, Daniella Perez (Foto: Reprodução)

 

“Esse é o momento mais difícil e doloroso da minha vida. (…) Foi muito difícil continuar o trabalho. Fiz isso mecanicamente, sem emprestar mais nenhuma emoção ao que estava fazendo. E fiz porque compreendi, de imediato, que não teria o direito de viver de uto, de mergulhar na dor. (…) Mãe de filho assassinado, no Brasil, não tem direito a luto. Ou ela se mexe ou acaba ficando por isso mesmo”. Finalizou Gloria Perez.