Atitude impensada de Ratinho com político deixou SBT fora do ar: “Decisão da Justiça”


Ratinho no SBT. (Foto: reprodução)
Ratinho no SBT. (Foto: reprodução)

Apesar de ser uma emissora carismática e querida pelo grande público, o SBT já causou diversas polêmicas que fizeram até o mesmo o canal ficar fora do ar. E uma delas envolveu Ratinho, que tomou uma atitude que deu o que falar e custou caro para o canal de Silvio Santos.

Em 1998, quando havia acabado de estrear na emissora, depois de uma transferência polêmica da Record, o apresentador ainda tinha um estilo “sem filtros”, e foi assim que decidiu convidar o político Paulo Maluf para uma entrevista no seu programa. Acontece que era época de eleições e Maluf estava em plena campanha, concorrendo ao cargo de governador de São Paulo, tendo o falecido Bruno Covas como seu principal adversário.

Na entrevista, que teve um tom de propaganda eleitoral, Ratinho exaltou Maluf e ainda falou mal de Covas, o que foi o estopim de toda a confusão. Por lei, qualquer tipo de veículo de comunicação é proibido de favorecer candidatos durante as campanhas eleitorais. Dessa forma, o SBT sofreu uma punição pesada.

Além de precisar pagar uma multa de R$ 120 mil, o canal acabou ficando fora do ar por quase 24h, exibindo apenas uma tela com o seguinte comunicado: “Estamos fora do ar por decisão da Justiça Eleitoral, em virtude de desobediência ao artigo 45, inciso 3º da Lei Eleitoral (Lei 9504/97)”.

Casa dos Artistas já ficou fora do ar por decisão judicial

Essa não foi a primeira vez que o SBT acabou ficando fora do ar ou tendo a exibição de algum dos seus programas vetados pela Justiça. Em 2001, a Globo acusava a emissora de Silvio Santos de plagiar o Big Brother com a Casa dos Artistas e entrou com uma liminar na Justiça que deixou o reality fora do ar por dois dias seguidos.

O curioso é que o próprio Ratinho tratou de criticar a decisão na época no seu programa. “É uma barbaridade… Ninguém pode fazer sucesso no Brasil, só a Globo que pode”, disparou o apresentador. “Nós vivemos num país de 160 milhões, em que o povo não manda nada! Quem manda é uma tal de ‘poderosa’”, completou.