Ator de Chocolate com Pimenta foi investigado e quase deixou a novela por problema com o Governo


Reginaldo Grassi (à dir.) em Chocolate com Pimenta. (Foto: reprodução)
Reginaldo Grassi (à dir.) em Chocolate com Pimenta. (Foto: reprodução)

Um dos papéis mais marcantes da carreira de Antônio Grassi foi, sem dúvidas, o Reginaldo de Chocolate com Pimenta, novela que foi o maior sucesso em sua exibição original, em 2003, e está atualmente no ar em reprise na Globo.

Reginaldo é um homem cruel e linha dura com as filhas, Graça (Nívea Stelmann) e Celina (Samara Felippo), chegando a proibir o relacionamento dessa última com Guilherme (Rodrigo Faro). Pior que isso: viciado em jogos, o funcionário de Jezabel (Elizabeth Savalla) chega a apostar a mão da própria filha, o que a faz ser forçada a se casar com o conde Klaus (Claudio Correa e Castro).

O detalhe é que Antônio Grassi não era a primeira opção para o papel e ele precisou ser escalado às pressas. A ideia original da Globo era de que Luís Mello desse vida ao personagem em Chocolate com Pimenta, repetindo a parceria do ator com o autor Walcyr Carrasco após O Cravo e a Rosa (2000) e A Padroeira (2001). No entanto, o ator sofreu uma lesão no joelho e não pôde assumir o papel.

Antônio Grassi. (Foto: reprodução)
Antônio Grassi. (Foto: reprodução)

Ator quase deixou Chocolate com Pimenta após investigação do Governo

Dessa forma, Antônio Grassi acabou assumindo o personagem, mas isso acabou trazendo um problema para o ator. Acontece que na época de exibição de Chocolate com Pimenta, o ator exercia um cargo público: ele era presidente da Funarte (Fundação Nacional de Artes), algo que já havia o feito recusar um papel em Agora é Que São Elas (2003).

Assim, Grassi se viu em um conflito ético e chegou a virar alvo do Governo Federal, quando a Comissão de Ética da Presidência da República havia julgado “incompatível” a função pública do ator com a sua participação na novela da Globo.

No entanto, após muita discussão, ele conseguiu chegar a um consenso com a Comissão para que pudesse se manter nas duas funções, desde que os horários das gravações não interferissem no seu expediente na Funarte. O ator chegou, inclusive, a ocupar o cargo de 2003 a 2006 e depois de 2011 a 2013.