Falta de representatividade? Atriz afirmou que faltava gente feia na Globo


Famosa atriz da Globo criticou a própria emissora onde trabalhou por dar oportunidade a pessoas bonitas e não focar no talento

Desde que a televisão foi lançada ainda nos anos 20 sempre se procurou mostrar o que era considerado bonito. Fato é que a decorrer dos anos, talvez até hoje, sejam produtores ou diretores às vezes prefere uma atriz ou ator com beleza padrão ao invés de um artista com talento. Isso não se limita só a Globo, mas é possível ver na Record, SBT, no Brasil e no mundo.

+ Overdose arrancou sonho de ator promissor da Globo que entrou em declínio

Houve um tempo que este estigma irritou tanto uma atriz que ela fez a sua reclamação pública. De quem eu estou falando? De Lélia Abramo. Ela que fez grandes sucessos na televisão como: A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990), Pai Herói (1979), O Tempo e o Vento (1985) e entre outros.

+ Galã de O Rei do Gado teve vida explorada e descobriram: bissexual, comunista e rejeitado

“A Globo é a primeira a estimular a presença de gente bonita no vídeo, em detrimento de atores profissionais. O pior é que o Sindicato dos Atores não pode fazer absolutamente nada contra essa situação, porque a rede está tão poderosa que não respeita mais o Sindicato. Só abrem as portas para moças bonitas”, afirmou a atriz no ano de 1979 para o Jornal do Brasil.

Lélia Abramo (Foto: Reprodução/Edu Lopes)

Curiosamente Lélia já vinha tão irritada com esta postura, imagina como ela estaria hoje em dia com a ascensão dos influenciadores digitais, que chegou a ser presidente do Sindicado dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões de São Paulo. Fora isso ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores, popularmente conhecido como PT.

O último trabalho de Lélia Abramo foi em 1990 em Fronteiras do Desconhecido da extinta TV Manchete. No entanto, ela morreu apenas em 2004 no auge de seus 93 anos por conta de uma embolia pulmonar.