Diretor fez duras críticas contra novela da Globo e não escondeu insatisfação: “Condições precárias”


Elizangela em Cuca Legal, 1975 (Foto: Acervo/Globo)
Elizangela em Cuca Legal, 1975 (Foto: Acervo/Globo)

Oswaldo Loureiro alegou que Cuca Legal não recebeu o investimento necessário da Globo

A novela Cuca Legal foi exibida há 45 anos pela Globo e ela teve como marca a revolta de Oswaldo Loureiro – diretor da trama – que reclamou do pouco investimento recebido por esta.

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A obra teve como inspiração a peça teatral Boeing-Boeing, do autor francês Marc Camoletti, e Loureiro e Paulo Pontes eram escalados para serem os responsáveis por desenvolver o argumento da trama.

O autor da obra era Marcos Rey que estava em sua estreia na emissora. Oswaldo Loureiro não gostou de como a história se encaminhava e deixou a trama, após o capítulo 101. Em seu lugar, entrou Jardel Mello.

“Uma ideia que tinha tudo para ser abordada da melhor forma possível, acabou se diluindo e prejudicando a consistência da história de Marcos Rey. As condições de que dispúnhamos eram as mais precárias possíveis. A falta de condições de Cuca acelerou esse processo de degeneração da novela, tornando-a alvo de críticas à sua monotonia e repetição”, pontuou Oswaldo Loureiro, quando entrevistado pela Revista Amiga.

A novela era exibida na faixa das 19h e tinha dentre seus concorrentes a obra Meu Rico Português, da TV Tupi, cuja audiência cresceu na época, devido ao fracasso de Cuca Legal.

Francisco Cuoco e Mário Lago em Cuca Legal, 1975 (Foto: Acervo/Globo)
Francisco Cuoco e Mário Lago em Cuca Legal, 1975 (Foto: Acervo/Globo)

História da trama

O produto da Rede Globo tinha como protagonista o mulherengo Mário Barroso (Francisco Cuoco). Na trama, ele se envolvia com três mulheres: Virgínia (Françoise Fourton), Irene (Suely Franco) e Fátima (Yoná Magalhães).

Virgínia era uma rica empresária, Irene era professora de piano de classe média e Fátima era viúva e pobre. Mário tinha a intenção de ter um filho e sua indecisão entre as mulheres se devia ao fato de ele estar na dúvida de qual delas seria capaz de lhe conceder herdeiro com a cabeça no lugar. No meio da história, Maria Joaquina (Rosamaria Murtinho) também aquece seu coração.

Suely Franco em Cuca Legal, 1975. (Foto: Acervo/Globo)
Suely Franco em Cuca Legal, 1975. (Foto: Acervo/Globo)
Hudson William

Escrevo sobre notícias da TV e das celebridades há muitos anos com passagens, inclusive, por outros portais como TV Foco. Meu objetivo é informar com precisão e clareza.