Espírito de humorista de Os Trapalhões era visto nos estúdios da série: “Está nos protegendo”


Elenco de Os Trapalhões. (Foto: Reprodução)
Elenco de Os Trapalhões. (Foto: Reprodução)

Os Trapalhões foi um dos humorísticos de maior sucesso da história da Globo, mas aos poucos, o quarteto clássico formado por Didi (Renato Aragão), Dedé (Dedé Santana), Mussum e Zacarias foi se desfazendo, em virtude da morte dos dois últimos.

O primeiro membro do grupo que acabou falecendo foi Mauro Faccio Gonçalves, o Zacarias, em 1990. Quatro anos depois, Os Trapalhões perdeu Antônio Carlos Bernardes Gomes, o Mussum. E nessa última quinta-feira (10), ocorreu a morte de mais um comediante, Roberto Guilherme, que não fazia parte do quarteto principal, mas que era presença marcante na série, especialmente na pele do Sargento Pincel.

Porém, o grupo já havia sentido bastante a perda de Zacarias, que deixou uma grande lacuna, até por ter sido considerado um dos mais engraçados do quarteto. Os Trapalhões, então, decidiu se reinventar, dando mais espaço à humoristas que atuavam como coadjuvante, como o próprio Roberto Guilherme.

Humorista Zacarias. (Foto: Reprodução)
Humorista Zacarias. (Foto: Reprodução)

Zacarias era visto nos estúdios de Os Trapalhões após a sua morte

Ainda em 1990, Roberto Guilherme concedeu uma entrevista ao jornal O Dia e falou sobre como o grupo vinha lidando com a morte de Zacarias. O ator deixou muita gente surpresa ao contar que o colega ainda era muito presente nas gravações, e que algumas pessoas já teriam visto o seu espírito nos estúdios onde a série era gravada.

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“Nós ainda colocamos quatro microfones na hora da gravação do programa porque sentimos sua presença espiritual e algumas pessoas já afirmaram tê-lo visto nos cenários. A harmonia no programa está intensa e isso deve ser por causa do Zacarias, que está nos protegendo”, declarou.

Nos últimos anos de vida, Zacarias passou a tomar remédios para emagrecer por conta própria, o que deixou sua saúde bastante fragilizada e o fez perder mais de 20 quilos. Ele ficou internado por nove dias em uma clínica no Rio de Janeiro até a sua morte, causada por insuficiência respiratória.