Globo barrou novela de autora da emissora por enredo inapropriado para horário que seria exibida


Autora foi barrada pela Globo (Foto: reprodução/Montagem/Fatos da TV)
Autora foi barrada pela Globo (Foto: reprodução/Montagem/Fatos da TV)

Globo cancelou novela de autora famosa por conta do contexto político e personagens marginalizados considerando inapropriad

Há um tempo Maria Adelaide Amaral viu sua obra, A Lei do Amor, ser adiada e o motivo dado foi de que o contexto político da trama não parecia adequado para a época de eleições para prefeitos e vereadores e a Globo buscava fugir do cenário urbano e assim recuperar a audiência perdida. Prevista para março de 2016, a novela só estreou em outubro e, para surpresa de todos, o folhetim foi bem além das expectativas.

Dessa forma, o fato fez lembrar na época de outro folhetim,  A Dança da Vida, outra trama de Maria Adelaide com tema politico que, diferentemente de ‘A Lei do Amor, não ganhou uma segunda chance.

Maria Adelaide tinha obra inicialmente intitulada de Um Lugar ao Sol

Contudo, no auge de outra crise de audiência, a  novela A Padroeira (2001), a Globo decidiu abortar a substituta. Inicialmente pensada e produzir em tempo recorde uma sinopse de Emanuel Jacobina, Coração de Estudante (2002). Assim a obra foi estrelada por Fábio Assunção (Edu) e Adriana Esteves (Amelinha Mourão).

No entanto, dois já estavam escalados para a novela de Maria Adelaide, inicialmente intitulada Um Lugar ao Sol, cujo filme homônimo com Elizabeth Taylor e Montgomery Clift se inspirou em  Selva de Pedra (1972), de Janete Clair.

Elenco de Alei do Amor (Foto: Reprodução/ Globo)
Elenco de Alei do Amor (Foto: Reprodução/ Globo)

No entanto, na direção Denise Saraceni, repetindo a bem-sucedida parceria de Anjo Mau (2002). Na colaboração, o novato João Emanuel Carneiro, vindo do sucesso de Central do Brasil nos cinemas e do suporte à autora nas minisséries A Muralha (2000) e Os Maias (2001).

Mais uma vez Maria Adelaide Amaral teve um  imprevisto

Enfim, tudo caminhava bem até que o Ministério Público classificou a trama como imprópria para menores de 14 anos, podendo ir ao ar apenas às 21h (do tempo em que a classificação indicativa era veiculada ao horário de exibição).

Então, para suavizar a novela, Mário Lúcio Vaz, diretor artístico da Globo, sugeriu a supressão de uma prostituta, um traficante e um dependente quimico.

A autora Maria Adelaide Amaral prosseguiu com as minisséries na Globo. Como A Casa das Sete Mulheres (2003). Um Só Coração (2004). JK (2006). Queridos Amigos (2008) e Dalva e Herivelto Uma Canção de Amor (2010). Até voltar aos folhetins com o sensacional remake de Tititi (2010). Lamenta-se que não tenha voltado a pensar em A Dança da Vida posteriormente. Depois, a julgar pelo que a imprensa divulgou na época, a obra parecia mais promissora do que A Lei do Amor.

Autora Maria Adelaide Amaral (Foto: Reprodução/ Globo)
Autora Maria Adelaide Amaral (Foto: Reprodução/ Globo)
Bruna Alves

Autor(a):

Bruna Alves

Eu sou Bruna Alves, redatora de notícias da televisão e celebridades desde 2016, com passagens em alguns sites da área ao logo desse tempo. No FATOS DA TV, trago notícias com credibilidade e responsabilidade aos leitores, relembrando acontecimentos passados da TV e dos famosos, mas também deixando os leitores atualizados com assuntos da atualidade.