Globo pode produzir remake de novela que causou polêmica por personagem com dois sexos: “Fiquei apavorada”


Artista deixou a Globo e passou a viver recluso (Foto: Reprodução)
Artista deixou a Globo e passou a viver recluso (Foto: Reprodução)

Após o sucesso do remake de Pantanal, a Globo parece mesmo disposta a investir em novelas com temática rural, e até mesmo outros clássicos escritos por Benedito Ruy Barbosa, como Renascer, que também pode ganhar uma nova versão no horário nobre em breve.

Há vários indícios de que o folhetim clássico, exibido originalmente em 1993, pode ter um remake em breve. O primeiro deles é de que Bruno Luperi, neto de Benedito Ruy Barbosa, e que foi o responsável pela nova versão de Pantanal, teve sua próxima novela, Arroz de Palma, cancelada pela emissora, o que deixaria o novelista livre para se dedicar a outro projeto.

Outra razão, além do desejo da Globo de pegar carona no hype de Pantanal, é a indefinição das próximas novelas para a faixa das 21h. Isso porque a emissora costuma definir com bastante antecedência ao menos os dois próximos folhetins do horário, mas até o momento, foi confirmado apenas Terra Vermelha, novela de Walcyr Carrasco, que irá substituir Travessia, e que coincidentemente ou não, também será uma trama rural.

Maria Luísa Mendonça interpretou a personagem Buba em Renascer. (Foto: Reprodução)
Maria Luísa Mendonça interpretou a personagem Buba em Renascer. (Foto: Reprodução)

Novela Renascer abordou tema polêmico na Globo

Renascer é considerada uma das melhores novelas de Benedito Ruy Barbosa, tanto que chegou a ser cotada para ganhar uma reprise no Vale a Pena Ver de Novo, mas a Globo optou por outra trama do autor: O Rei do Gado.

E mesmo com o grande sucesso na sua exibição original, o folhetim causou polêmica ao abordar o hermafroditismo, através da personagem Buba, vivida por Maria Luísa Mendonça. Com dois sexos, a personagem tinha o sonho de engravidar de Zé Venâncio, interpretado por Taumaturgo Ferreira. Se ainda hoje muitas novelas viram alvo de ataques por abordar temas ligados à sexualidade, em 1993, isso era potencializado, fato que apavorou a atriz que defendeu a personagem.

“Foi minha primeira personagem na televisão aos 23 anos, e eu tinha plena consciência da importância da discussão. Foi uma personagem que me projetou como atriz num papel que me exigiu muita coragem”, declarou Maria Luísa em entrevista ao jornal O Globo.