Hoje fenômeno de faturamento, BBB quase deixou a Globo na mão por falta de anunciantes: “Na última hora”


Tadeu Schmidt comanda o BBB na Globo. (Foto: reprodução/Globo)
Tadeu Schmidt comanda o BBB na Globo. (Foto: reprodução/Globo)

BBB é o programa de maior faturamento da televisão brasileira, mas quase deu prejuízo para a Globo em sua primeira temporada

Com o sucesso que o BBB se tornou ao longo dos anos, é difícil imaginar que a primeira edição do reality show não foi um êxito comercial logo de cara. Enquanto o SBT exibia a Casa dos Artistas com cotas de patrocínio que variavam entre R$2 e R$4 milhões, a Globo fixou o preço do BBB1 em R$5 milhões, um valor que muitos anunciantes achavam alto.

Segundo a coluna de César Giobbi no jornal O Estado de S. Paulo, o plano de publicidade da Globo para o programa contava com um programa de 40 minutos às terças-feiras e um programa de 40 minutos aos domingos, além de programetes de 15 minutos nas noites de segunda, quinta, sexta e sábado, flashes diários de dois minutos e ainda programetes de cinco minutos às quartas-feiras após o futebol.

No entanto, mesmo com toda essa oferta de tempo de exposição, a Globo não conseguiu vender nenhuma das quatro cotas de patrocínio do BBB antes da estreia do programa. Apenas um dia depois da estreia, a emissora conseguiu fechar as cotas, faltando apenas 24 horas para o início do reality show.

Kleber Bambam venceu a primeira temporada do reality. (Foto: reprodução/Globo)
Kleber Bambam venceu a primeira temporada do reality. (Foto: reprodução/Globo)

Meta foi alcançada em cima da hora

As quatro cotas foram vendidas para Fiat, Bombril, Kaiser e Ponto Frio, no valor de R$3,75 milhões cada. Já Brastemp e Unilever adquiriram pacotes de R$1,2 milhão para divulgar Dove e Rexona. Ainda foram fechadas ações de merchandising avulsas com Brastemp e Fiat.

Apesar do sucesso comercial atual do programa, a Globo não conseguiu vender a cota “cross media”, que incluía internet, rádio, jornal e televisão. O superintendente comercial da Rede Globo, Octávio Florisbal, explicou que era comum fechar as negociações com os anunciantes “na última hora e que, apesar disso, a meta prevista foi alcançada. Com o tempo, o BBB se consolidou como um dos programas mais lucrativos da história da emissora, mas é interessante lembrar que nem sempre foi assim.