Humorista da Globo morreu sozinho após ser abandonado pelos filhos e ir morar na rua


César Macedo teve passagem pela Globo. (Foto: reprodução/Montagem)
O artista fez sucesso na Globo. (Foto: reprodução/Montagem/ Fatos da TV)

César Macedo teve passagem marcante pela Escolinha do Professor Raimundo na Globo

Embora a Escolinha do Professor Raimundo tenha sido um grande sucesso por muitos anos na Globo, nem todos os atores do elenco conseguiram levar uma vida confortável e estável após o fim do humorístico. Vários artistas enfrentaram dificuldades ao deixarem a produção, incluindo César Macedo.

O ator, que interpretava o icônico personagem Seu Eugênio, enfrentou muitos problemas em seus últimos anos de vida, chegando a ser abandonado pelos filhos e a dormir na rua. Em uma entrevista ao Domingo Espetacular, em 2014, o humorista revelou que tudo isso teve início com a morte de sua esposa, um ano antes.

De acordo com Macedo, seus filhos passaram a tratá-lo muito mal e ele chegou a acusá-los de exploração e abandono. Ele até mesmo reclamou da qualidade da comida que recebia. Com barba e usando uma bengala, César Macedo chegou a dormir em cima de papelão, na rua.

César Macedo deu vida ao Seu Eugênio. (Foto: reprodução/Montagem)
César Macedo deu vida ao Seu Eugênio. (Foto: reprodução/Montagem)

Ator ainda recebeu ajuda

A situação de Seu Eugênio chamou a atenção de alguns programas de TV na época e comoveu alguns colegas de profissão que ofereceram ajuda. O ator ganhou uma casa no Programa do Gugu e até uma participação fixa na extinta Escolinha do Gugu, na Record.

No entanto, mesmo com toda a ajuda, César Macedo faleceu em 30 de abril de 2016, aos 82 anos. Naquele mesmo ano, o filho do ator, Renato Macedo, concedeu uma entrevista ao Câmera Record e falou sobre a difícil situação que o pai enfrentou nos últimos anos de vida. Ele revelou que o veterano morreu após ter uma infecção devido a uma cirurgia no fêmur e ainda tinha muitos problemas financeiros.

“Meu pai reclamava que não tinha mais espaço na TV para trabalhar. Nos últimos tempos de vida, ele não teve a oportunidade de fazer isso e ficou frustrado por ficar apenas em casa. Meu pai era uma pessoa muito honesta, tanto que morreu pobre, ganhando apenas mil reais por mês”, declarou Renato.