Famoso jornalista foi apagado da história da Globo e se revoltou: “Eles simplesmente escondem”


Celso de Freitas foi "apagado" da história da Globo. (Foto: reprodução)
Celso de Freitas foi "apagado" da história da Globo. (Foto: reprodução)

Celso de Freitas teve sua história apagada na Globo

Nos últimos anos, a postura da Globo em relação à aparição e menção de estrelas de outros canais em seus programas tem se tornado mais flexível. No entanto, até o início dos anos 2000, era praticamente uma regra a proibição completa de qualquer famoso da concorrência, especialmente aqueles que já haviam passado pela Globo. Um dos nomes que entrou para a “lista negra” da emissora foi o de Celso de Freitas.

Celso de Freitas já foi uma das principais figuras do jornalismo da Globo, tendo apresentado o Fantástico, o Globo Repórter e até mesmo o Jornal Nacional por alguns anos. Sua reputação era tão elevada que, em 2003, ele foi escolhido para fazer um documentário sobre a memória de Roberto Marinho, o fundador da Globo.

No entanto, tudo isso parece ter mudado em 2004, quando Celso de Freitas, por decisão própria, deixou a emissora carioca e se transferiu para a Record, onde passou a apresentar o Domingo Espetacular e, dois anos depois, o Jornal da Record.

Para piorar a situação, essa mudança de Celso de Freitas para a Record ocorreu em um momento em que a emissora dos bispos travava uma verdadeira guerra com a Globo. Isso fez com que o jornalista se tornasse uma espécie de “persona non grata” na emissora, apesar de todo o prestígio que havia conquistado ao longo dos anos.

Em 2019, o Jornal Nacional completou 50 anos no ar e realizou um especial que relembrou momentos marcantes de sua história, contando com a participação de ex-âncoras que receberam uma homenagem na bancada atual.

Hoje na Record, Celso Freitas já foi âncora do Jornal Nacional. (Foto: reprodução)
Hoje na Record, Celso Freitas já foi âncora do Jornal Nacional. (Foto: reprodução)

Apresentador não recebeu homenagem

Seria compreensível se Celso de Freitas não tivesse sido convidado para essa homenagem, devido ao seu contrato com a Record, especialmente considerando que a área do jornalismo costuma ser bastante conservadora nesse aspecto. No entanto, o nome do jornalista, que havia estado na bancada do JN de 1983 a 1989, sequer foi mencionado no especial de 50 anos, o que o deixou indignado.

“Não fui convidado. Acredito que sou considerado uma persona non grata”, afirmou o apresentador em uma entrevista ao programa TV Fama, da RedeTV!, na época. “Em nenhum momento meu nome foi mencionado. Não esperava ser convidado para estar presente ou algo do tipo, até entendo que não seria apropriado. Mas omitir 32 anos dedicados a uma empresa…”, prosseguiu.

“Eu emprestei meu talento, participei de grandes acontecimentos da história brasileira, narrando, apresentando, e eles simplesmente escondem tudo. Será que mudar de lado é uma doença contagiosa?”, desabafou o veterano.