Maior vilã da história das novelas, atriz deixou todos em choque ao escolher quem ficaria com sua herança


Atriz Beatriz Segall deu vida à Odete Roitman. (Foto: reprodução)
Atriz Beatriz Segall deu vida à Odete Roitman. (Foto: reprodução)

Beatriz Segall entrou para a história da teledramaturgia brasileira ao dar vida aquela que é considerada até hoje a maior vilã da história das novelas: Odete Roitman, de Vale Tudo (1988), folhetim que também é considerado por muitos um dos melhores de todos os tempos.

A personagem era uma mulher inescrupulosa e preconceituosa, que acabou sendo assassinada na trama, causando um grande mistério que levantou o famoso bordão “Quem matou Odete Roitman?”. Apesar do sucesso que alcançou com esse papel, a atriz não gostava de ser lembrava apenas por ele.

“É positivo, apesar de que eu me irrito muito pelo fato de as pessoas transformarem um ator em um papel só. Mas foi uma coisa muito importante que aconteceu na TV brasileira, então é claro que foi positivo. Você sabe que me chamam de dona Odete nas ruas? Mas não respondo, vou andando. Até em Cuba me chamaram de dona Odete! Me enche porque é sempre a mesma história, a mesma brincadeira, as mesmas piadas! Chega, né?”, desabafou a estrela, em entrevista ao jornal Estadão, em 2006.

Atriz deixou herança para o motorista e funcionários

Nos seus últimos anos de vida, a famosa não escondida uma mágoa da Globo por acreditar que a emissora não lhe valorizou como deveria. “Nunca fui contratada. Sempre trabalhei por obra. Eles nunca me ofereceram e eu não procurei. A Globo nunca me deu importância”, declarou a veterana em entrevista, em 2015.

De fato, em meados dos anos 1980 e principalmente a partir de 1990, a atriz começou a receber convites com menos frequência para novelas. Seu último trabalho foi na série Os Experientes, exibida ainda em 2015.

Beatriz Segall morreu em 2018, aos 92 anos. Ela estava internada em São Paulo com problemas respiratórios. Em seu testamento, a atriz surpreendeu a todos ao deixar boa parte da sua herança para o seu motorista, Adilson Ricardo Leite, e alguns funcionários que sempre estiveram ao seu lado. Além de uma boa quantia em dinheiro, Adilson ficou com um carro zero quilômetro.