Na Record, Margareth Boury disse ter enfrentado exigências em roteiro de Rebelde Brasil
A adaptação brasileira de Rebelde, trama na Record entre 2011 e 2012, atraiu um grande público adolescente. No entanto, Margareth Boury, responsável pelo roteiro, enfrentou desafios impostos pela emissora para adequar o conteúdo. Segundo a autora, os temas proibidos incluíam sexo, drogas e bebidas.
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Em entrevista ao Splash, do UOL, Margareth detalhou as restrições dos executivos da Record. “Não podia ter”, disparou. Com a proibição desses temas, ela questionou como conseguiria fazer a adaptação de Rebelde. Os fãs da novela, por sua vez, cobravam esses elementos presentes na versão mexicana original.
Diferenças entre as versões brasileira e mexicana
A roteirista precisou se adaptar às exigências da emissora, o que gerou distanciamento da trama original. Como solução, Margareth inseriu sonhos com conteúdo mais ousado em alguns capítulos. Ela explicou que a versão mexicana abordava temas mais realistas, como famílias disfuncionais e a rebeldia dos jovens.
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Na adaptação brasileira, o personagem João, interpretado por Michel Gomes, não podia vender drogas, ao contrário do que ocorria na versão latina. A autora afirmou que o personagem Diego, vivido por Arthur Aguiar, foi o mais difícil de adaptar, já que enfrentava o alcoolismo na adolescência.
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A autora falou sobre a proibição Margareth Boury na Record (Foto: Reprodução)
Concessões em relação ao tema do alcoolismo
Após negociações, Margareth conseguiu incluir o alcoolismo no roteiro de Rebelde Brasil, mas com limitações. A emissora permitiu a abordagem do tema, desde que Diego não aparecesse bebendo em cena e as consequências fossem imediatas, como o pai descobrindo a situação ou o personagem se envolvendo em um acidente de carro e sendo punido.
