Terra e Paixão aproveita fórmula de sucesso de Pantanal com semelhanças na trama; entenda
30/04/2023 às 10h00

Terra e Paixão, nova novela das 21h da Globo, estreia em 8 de maio com elementos em comum com a aclamada Pantanal
A tão aguardada estreia de “Terra e Paixão” está se aproximando e, entre o público, a novela das 21h da Globo, escrita por Walcyr Carrasco e dirigida por Luiz Henrique Rios, vem dando o que falar. E não é por acaso: a trama apresenta muitas semelhanças com o sucesso “Pantanal”, exibido pela emissora no ano passado.
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Ambientação rural
Em primeiro lugar, ambas as novelas têm como cenário o ambiente rural. Isso é algo bastante incomum nas tramas das 21h da Globo, que geralmente se passam em grandes cidades, como o Rio de Janeiro. Enquanto “Pantanal” se desenrolava no bioma que dá nome à novela, “Terra e Paixão” será ambientada no Centro-Oeste, em uma fictícia cidade do interior de Mato Grosso do Sul chamada Nova Primavera. Essa escolha de cenário pode ser vista como uma tentativa de atrair a atenção dos telespectadores que se identificam com histórias que fogem dos grandes centros urbanos.

Aline (Barbara Reis) vive em Nova Primavera, no Mato Grosso do Sul, ao lado do marido Samuel (Ítalo Martins) (Foto: Globo/Paulo Belote)
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Música sertaneja
Outra semelhança entre as tramas é a presença marcante da música sertaneja. “Pantanal” já havia apresentado uma trilha sonora repleta de músicas desse gênero, e “Terra e Paixão” promete seguir o mesmo caminho. Nas chamadas da nova novela, a canção “Sinônimos”, um hit consagrado na voz de Chitãozinho e Xororó, já chama a atenção do público. Dessa forma, os fãs das tradicionais rodas de viola poderão matar as saudades das modas cantadas na fazenda de José Leôncio (Marcos Palmeira) em “Pantanal”.
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Disputa de terras
Além disso, a disputa por terras é um ponto central nas duas novelas, servindo como fio condutor para o desenrolar dos acontecimentos. Em “Terra e Paixão”, o vilão Antônio La Selva (Tony Ramos) é um poderoso fazendeiro que deseja se apropriar das terras de Aline (Bárbara Reis) e Samuel (Ítalo Martins), o que culmina no assassinato de Samuel. Dessa maneira, essa trama lembra a história de Tenório (Murilo Benício) em “Pantanal”, que também almejava terras alheias e agia de forma cruel para alcançar seus objetivos.
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Antônio (Tony Ramos) é casado com Irene (Gloria Pires), com quem teve dois filhos Daniel (Johnny Massaro) e Petra (Debora Ozório). Antônio também é pai de Caio (Cauã Reymond), filho seu primeiro casamento (Foto: João Miguel Júnior/ Globo)
Temática da vingança
Ademais, outro elemento em comum entre as histórias é a temática da vingança. Em “Terra e Paixão”, após a morte do marido, Aline decide investir no agronegócio e, ao enriquecer, busca se vingar de Antônio La Selva pelo assassinato motivado pela disputa de terras. Esse enredo se assemelha à trajetória de Muda (Bella Campos) e Juma (Alanis Guillen) em “Pantanal”.
Violência doméstica
A violência doméstica também retorna como tema em “Terra e Paixão”, com Lucinda (Débora Falabella) sofrendo nas mãos do marido abusivo, Andrade (Angelo). Curiosamente, o papel foi inicialmente oferecido a Isabel Teixeira, que interpretou Maria Bruaca em “Pantanal”, com um drama semelhante. Assim, a semelhança entre as personagens teria motivado a recusa da atriz.

Maria Bruaca em Pantanal (Foto: Divulgação/Globo)
Dessa forma, com tantas semelhanças entre as tramas, “Terra e Paixão” parece seguir os passos de sucesso de “Pantanal”. Isso porque buscará conquistar o público com elementos que já se mostraram bem-sucedidos na tela da Globo. Além disso, a escolha de Walcyr Carrasco como autor e Luiz Henrique Rios na direção artística, profissionais renomados no meio, também são fatores que contribuem para aumentar as expectativas sobre a novela.
Autor(a):
Hudson William
Redator do Fatos da TV. Especialista em redação sobre benefícios sociais, finanças e direitos do trabalhador. Escrevo sobre notícias há muitos anos com passagens, inclusive, por outros portais como TV Foco. Meu objetivo é informar com precisão e clareza.