Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, processa Jovem Pan no caso da fake news do feijão que cura covid
O fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago, está processando a rádio Jovem Pan e pede indenização no valor de R$ 50 mil. No processo, ele se define como alguém que “trabalhou na roça e se dedica a ajudar o povo”, e por essa razão, sentiu-se ofendido pelo programa Morning Show da emissora.
Durante o programa, Valdemiro Santiago foi acusado de vender “feijões milagrosos” como cura para a Covid-19 – uma acusação que ele categoricamente classifica como fake news. Em fevereiro deste ano, os jornalistas da Jovem Pan afirmaram que o pastor era um homem “sem credibilidade”, trazendo à tona o episódio dos feijões como justificativa para tal declaração.
Valdemiro Santiago (Foto: Reprodução, G1)
O jornalista Felipe Campos, no mesmo programa, pontuou que Valdemiro Santiago “sempre esteve envolvido em escândalos”. A convidada Eliane Bast reforçou a narrativa ao mencionar que o caso mais absurdo relacionado ao pastor foi a venda dos supostos “feijões milagrosos” em plena pandemia, quando todos estavam desesperados por conta da Covid-19. Nesse sentido, o pastor foi acusado de se aproveitar da inocência das pessoas e de promover o “comércio da fé”.
Apóstolo se pronuncia
Em sua defesa, no processo, Valdemiro Santiago enfatizou que nunca vendeu feijão e que jamais afirmou que o produto teria propriedades curativas contra o coronavírus. Ele destaca ainda que não foi indiciado ou denunciado pelos fatos mencionados pelos comentaristas da Jovem Pan. As informações são do colunista Rogério Gentile, do UOL.
LEIA TAMBÉM!
Valdemiro Santiago (Foto: Reprodução, G1)
O vídeo que desencadeou toda essa polêmica, e que alegadamente mostrava o pastor promovendo a venda das sementes de feijão. Contudo, como cura para a Covid-19, viralizou durante a pandemia. No entanto, um inquérito policial foi deflagrado e concluiu que o vídeo tinha sido adulterado. Por fim, o Ministério Público, por sua vez, arquivou o caso. Isso constatar que não havia registro de pessoas que efetivamente compraram o feijão promovido no vídeo. Então os advogados Daniela Munhoz e Dennis Munhoz, que representam Valdemiro Santiago, alegam que os jornalistas da Jovem Pan propagaram informações falsas sobre seu cliente.
